Séries de TV: o “Guilty Pleasure”

Pra assistir sem culpa!

EXT. CASTELO DE CARAS / DIA

Sentado próximo a um chafariz de mármore em um belo jardim, Luiz Fernando escreve um poema para sua amada.

LUIZ FERNANDO

Ó, meu amor: nosso tempo é escasso.
No entanto, meu post pro Mundo Gonzo precisa sair
E o meu deadline já está no laço!

As cortinas se fecham. FIM.


É fácil gostar da série da moda. Dizer que curte Breaking Bad, Game of Thrones ou The Walking Dead é fazer uma aposta segura, ou seja, não é vergonha pra ninguém. E o que acontece quando você gosta aquelas séries que são tão ruins, mas tão ruins que chegam a dar a volta e são absurdamente divertidas de assistir?

Essas são as séries Guilty Pleasure, como os americanos gostam de chamar – ou, como dizemos aqui em casa, prazer com culpa. É aquele tipo de série que você assiste feliz, mas nunca menciona na roda de amigos pra não ser zoado. Você sabe bem do que eu tou falando, né?

Bom, pro bem desse nosso espaço aqui, hoje eu abro o jogo e dou três dicas de séries que eu assisto nessa vibe: é ruim, mas é bom. Então, aí vão pra você assistir sem culpa:


DC’S LEGENDS OF TOMORROW (2016)

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Essa é recente, mas já é ruim o suficiente pra estar na lista. A série é composta por heróis “B” da DC – tudo bem, nós nerds conhecemos todos, mas não dá pra fingir que eles são famosos – e, ainda por cima, é uma farofada sem tamanho. Falas ruins, roteiros por vezes mal escritos… Mas caramba, que divertido é ver uma série de TV com uma superequipe totalmente inusitada.

Pobre Rory… digo, Rip.

Afinal de contas, por que não acompanhar as aventuras de Rip Hunter na Waverider acompanhado por Átomo, Nuclear, Canário Branco, Gavião Negro, Mulher-Gavião, Onda Térmica & Capitão Frio? Juntos, os “heróis” devem deter a ameaçade Randall Savage, um vilão imortal que no ano de 2166 domina o planeta Terra e mata a família de Rip Hunter. Tem ação, tem drama, tem efeito especial… Tudo meia-boca, mas hilário.

Pelo visto eu não fui o único a achar que a série vale à pena: Legends of Tomorrow já está em sua segunda temporada e parece já ter uma base de fãs. Vai lá, cai dentro. Tem episódio que dói de assistir, mas a maioria é bem divertido. Vale completamente pelo fator vergonha alheia!


TRUE BLOOD (2008-2014)

Sookie e sua turminha do mal.
Sookie e sua turminha do mal.

Não é possível que você nunca tenha ouvido falar dessa. True Blood foi pop, foi trash, foi uma bagunça. E foi sensacional.
Imagine um mundo onde uma espécie de sangue artificial foi inventada e batizada de “TrueBlood”. Sem a necessidade de se alimentar de humanos, os vampiros resolvem se revelar à humanidade. É claro que as reações ao redor do planeta são as mais diversas. Vampiros passam a ser discriminados e segregados. Parece familiar? Pois é, pra aumentar ainda mais a similaridade com movimentos racistas e/ou homofóbicos, a série se passa na Louisiana, sul dos Estados Unidos.
A personagem principal é uma humana, Sookie Stackhouse, que conhece um vampiro chamado Bill Compton e inicia um romance com ele. A partir daí, ela se envolve cada vez mais no mundo dos vampiros e descobre que ele é muito maior do que parece, cercado em mistérios que envolvem inclusive o passado da família Stackhouse. A premissa vem de uma série de livros conhecida nos Estados Unidos como The Sookie Stackhouse Novels ou The Southern Vampire Mysteries, escritos por Charlaine Harris. Nunca li os livros mas, pelo que já ouvi falar, True Blood absorve bastante do clima deles.

Tem bastante gente pelada em True Blood... Mesmo.
Tem bastante gente pelada em True Blood… Mesmo.

A atmosfera da série é de um pseudo-terror que não chega a assustar e acaba tendo um efeito cômico. Fora isso, tem também bastante sexo. Meu Deus, como esses vampiros curtem um sexo. Tem gente pelada o tempo todo, ou seja, não assista com as crianças na sala… Mas assista. E vicie-se nessa porcaria, assim como eu.


CHARMED (1998-2006)

Ahhhh, você achou que eu não ia ser brega o suficiente, né? Errooooou!
Charmed é do final dos anos 90, mas é a cara daquela década. Pra começo de conversa, é produzida por ninguém menos que Aaron Spelling, que dominou a TV daquela época com uma pequena série chamada Beverly Hills 90210 ou, pra nós brasileiros, Barrados no Baile. Pois é.

Mais anos 90 do que isso, impossível.
Mais anos 90 do que isso, impossível.

A série começa girando em torno de três irmãs: Prue, Piper e Phoebe. Juntas, elas descobrem que herdaram poderes de sua mãe que fazem delas “The Charmed Ones“, o trio de bruxas mais poderoso de todos os tempos. Cada uma delas possui uma habilidade: Prue sabe mover objetos com sua mente; Piper pode congelar o tempo; e Phoebe consegue prever o futuro. Combinadas, elas usam o “Power of Three” para combater demônios, bruxos do mal e outras criaturas.
Pois é, só pela descrição já dá pra ver o nível da farofada, né? Mesmo assim, toda vez que vejo um episódio dessa porcaria passando na TV eu não consigo trocar de canal. Será que é por conta nas atuações canastríssimas das personagens principais? Será que é porque os criadores da série conseguiram encaixar romances bregas e dramas familiares nessa bagunça toda? Ou será por causa dos efeitos especiais pavorosos? Não sei, mas a fórmula funciona. Vai lá, a série está toda disponível no Netflix, para a nossa alegria.

Bom, aí está a lista da vez. Dê uma chance à tosqueira, não precisa ter medo nem vergonha. Faz uma pipoca, liga a TV e desliga o cérebro!

E não esquece de comentar aí embaixo!

Abraços e até a próxima!

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Luiz Fernando Reis

Carioca, 32 anos, Nerd, Diretor e Editor de Vídeo, ser humano em geral. Precisando de qualquer coisa estamos às ordens!
  • Berta

    Eu sempre falo que a gente precisa ver, pelo menos, uma série ruim pra manter a bússola calibrada. Eu colocava iZombie na categoria, mas aí ela começou a ficar boa e engraçada e foi promovida. Minha série ruim de estimação do ano passado era Limitless. Preciso de uma nova, senão vou ter de voltar pra Gotham mesmo.

  • Dois anos com Gotham na lista.

  • Hahahaha. Porra, Charmed?! Nunca cheguei a ver pq pra mim sempre tinha uma cara de farofada enorme. Mas pô, curti muito Buffy que chega a ser parecido. Hoje em dia, revi algumas temporadas e pô, não sustenta muito bem não. Parei no início da quinta e ainda não voltei.

    Atualmente, a minha série ruim favorita tem sido Lethal Weapon. E, até certo ponto, Supergirl. Não consigo parar de ver.