Os Mundos de Jack Kirby

A homenagem brasileira aos 100 anos do Rei dos Quadrinhos é um deleite!

Foi amor à primeira vista. Quando vi o Edson Diogo e o Will anunciando o financiamento coletivo do livro Os Mundos de Jack Kirby, entrei no Catarse e apoiei no ato. Porque acredito no trabalho dos dois responsáveis e porque se tratava de Jack Kirby. No último sábado, no Festival Guia dos Quadrinhos, os livros estavam disponíveis para os apoiadores do financiamento coletivo e público em geral, e peguei o meu. Satisfação garantida, com direito a várias dedicatórias de artistas participantes e papo especial sobre o artista com gente que entende do assunto.

Se você não sabe quem é Jack Kirby, não tem problema nenhum. Nunca é tarde pra aprender, e o Mundo Gonzo está aqui pra isso. Kirby é um dos mais importantes artistas de quadrinhos de todos os tempos. Nos anos 40, com o parceiro Joe Simon, criou o Capitão América, e nos anos 60, com Stan Lee, forjou a essência do universo Marvel como o conhecemos. E tá aí um assunto pra lá de polêmico, e que inclusive permeou o papo que rolou no Festival. Quem é mais importante no processo? Stan Lee ou Jack Kirby?

O Manoel de Souza, editor da revista Mundo dos Super Heróis, conduziu a conversa, que ainda tinha o editor Maurício Muniz, o artista Daniel HDR e o jornalista Gonçalo Júnior, todos fãs incondicionais de Kirby e especialistas no tema. No livro Os Mundos de Jack Kirby tem uma ilustração do Daniel, prefácio do Gonçalo e a consultoria técnica do Maurício. Sobre a polêmica Lee/Kirby, chegou-se ao acordo, durante o debate, que enquanto Kirby foi a força criativa responsável pela existência do universo Marvel (e pelo 4º mundo da DC!), Lee foi o homem do marketing, que fez o universo criado por Kirby aparecer. Polêmica resolvida, vamos ao livro.

São 224 páginas, com 100 artistas homenageando os 100 anos de nascimento de Kirby. Além do prefácio do Gonçalo Jr. tem as apresentações do Edson Diogo e do Will, e ao final do livro 9 páginas com uma relação completa das edições brasileiras em que o trabalho do artista foi publicado. Tudo isso em capa dura e impressão colorida em couchê fosco 150g, no tamanho de 21 cm x 31 cm. Tem muito livro gringo com proposta similar que não tem essa qualidade, viu?

Nas artes, um show à parte. Estilos variados, personagens inusitados, muita gente bacana trabalhando. Eu consegui dedicatórias do Will, da Cris Camargo, do Sam Hart, da Germana Viana, do Ricardo Souza, da Renata C. B. LZZ, do Laudo Ferreira, do Michel Borges, do Paulo Kielwagen, e ainda dei a sorte de encontrar o Luke Ross no evento de lançamento de Rogue One e garanti a dedicatória dele também, mas faltam muitas e vou ter que andar com o livro na mochila por muito tempo ainda. Para quem não apoiou no Catarse ou não foi ao evento, em breve as vendas vão acontecer no próprio site do Guia dos Quadrinhos. Acompanhem por lá, e a gente se tromba na semana que vem. Abraço!

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Igor Oliveira

Pai orgulhoso, nerd fervoroso, cosmopolita convicto. Com três anos de idade passava o dia trocando aquelas fantasias antigas de super-heróis. Hoje, aos 38, é pai do Pedro e namorado da Marina. Coordenou o projeto Geek.Etc.Br na Livraria Cultura e estreou como roteirista de quadrinhos no final de 2016, no projeto Pátria Armada - Visões de Guerra.