Mundo Gonzo #61: O Super do John Byrne, Ícones e Social Comics

Bem-vindo ao meu mundo.

E o carnaval? Curtiu bastante? Pulou em todos os blocos? Fez desses dias os melhores da sua vida? Não importa como foi, se foi na rua, no trabalho, ou em casa colocando suas séries em dia, o carnaval passou e parece que o ano finalmente começou. Com ele, um monte de coisas legais. Tem Deadpool nos cinemas, novos comerciais e trailers do filmes nerds mais esperados do ano. Tem Comics e Mangás que começam a sair nas banca. O dinheiro, é claro, continua curto, mas vamos tentar curtir, assim como no carnaval, afinal, a gente merece.

“Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo
Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
E é o fim
E é o fim”


PARA O ALTO E AVANTE

John Byrne lá pelo anos de 1990

John Byrne

O mercado de quadrinhos mudou bastante nos últimos anos. Para o bem e para o mal. Hoje são vários os roteiristas e desenhistas que estão na crista da onda (gíria antiga, eu sei). Consegue pensar no maior nome dos quadrinhos atuais? Cara, eu não consigo dizer quem é o melhor hoje em dia. Mike Deodato, Ivan Reis, David Aja, J.H. Williams III, Fiona Staples, Rafael Albuquerque... Ah, eu poderia fazer uma lista enorme e não conseguiria dizer qual é o maior.

Mas em meados da década de 80, existia um cara que era o maior. Se alguma editora queria um desenhista – que ainda por cima escrevia – de vendas certas, logo pensavam em um nome: John Byrne.

O cara estava lá desde dos anos de 70, mas depois de sua passagem por X-Men, tudo mudou na vida do inglês naturalizado canadense. Passou por Capitão América, mas foi fazer sua história como artista e desenhista em Quarteto Fantástico. E quando parecia que Byrne poderia fazer tudo na Marvel, o homem dos dentes estranhos deu um pé na bunda da Casa das Ideias.

A edição encadernada da Eaglemoss

A edição encadernada da Eaglemoss

Mas o que fez John Byrne largar uma editora onde ele era o rei? O motivo tinha um nome: Superman. Depois de Crise na Infinitas Terras, a DC Comics decidiureformular tudo, voltar tudo ao zero (ela continua fazendo isso hoje em dia, mas vamos deixar isso quieto) e o carro-chefe da editora seria o Superman. Daí pensaram em um nome, e claro que esse nome seria o John Byrne. O desenhista já andava dizendo, pra quem quisesse escutar, que era o sonho dele escrever e desenhar uma revista do Superman. Tudo conspirou a favor e a maior estrela do mercado assumia os roteiros e o lápis do maior personagem da DC.

A minissérie O Homem de Aço chegou ao mercado mostrando grandes mudançasno personagem. Byrne reformulava de forma exuberante o Superman. Trazia de volta uma aura de imponência e dignidade que o personagem tanto merecia. Mudanças lembradas até hoje e, se você for jovem que não tenha lido, podem ser lidas novamente. A coleção de graphics da Eaglemoss publicou Superman: O Homem de Aço. O encadernado reúne a mini original de 1986. Os seis números deMan of Steel em toda sua exuberância, com o traço de John Byrne, que realmente estava inspirado, naquela época.

Byrne mudou, seu traço mudou, ele não é mais um dos maiores, mas seu Superman foi, por muitos anos, uma versão definitiva do personagem e se você não conhece procure esse encadernado. Acho que você vai gostar. Superman: o Homem de Aço tem 154 páginas, capa dura e custa R$ 34,99.


FALANDO EM SUPERMAN

Engraçado, mas foi nessa época que a DC começou a definir como seria o relacionamento entre Batman e Superman, que culminou com o Cavaleiro da Trevas de Frank Miller. Daí você deve tá ser perguntando o motivo deu escrever isso, né? Pois é, essa semana saiu o último trailer de Batman vs Superman: A Origem da Justiça. E posso dizer que finalmente eu gostei. Assista aí e me diga o que achou.

Batman vs Superman: A Origem da Justiça estreia no dia 24 de março nos cinemas brasileiros.


O NETFLIX DOS QUADRINHOS

Na época que John Byrne reformulou o Superman a internet não existia. O contato dos artistas com o fãs era emconvenções ou por meio de cartas. Imagina hoje em dia como seria, com tantas redes sociais e modos de se comunicar, colocar para fora aquela bronca sobre as mudanças no azulão. Pois é, os anos passaram, a tecnologia evoluiu e com ela a forma como ler e fazer revistas em quadrinhos.

Pensando nisso fui conhecer melhor o Social Comics. Uma plataforma de streaming de quadrinhos, que para muitos pode lembrar o Netflix. Mas posso dizer que hoje ele é mais que isso. O Social Comics não vai apenas revolucionar a forma de ler HQs no Brasil, ele promete mudar o mercado editorial brasileiro. Se você não reparou ainda, em alguns meses, ou quem sabe agora mesmo, vai reparar.

Conversei com Marcelo Bouhid , CMO do Social Comics, que comentou um pouco de tudo que vem por aí, depois de todos os anúncios que rolaram lá na CCXP. Com depoimentos de Marcelo Forlani, Guilherme Kroll, Rafael Albuquerque e Daniel HDR. Então dá um confere na entrevista e depois me diga o que achou.


Ë isso pessoal, espero que tenham curtido. Não esqueça de deixar seu recado aí, sou um cara muito carente de comentários. Semana que vem tem mais Mundo Gonzo. A gente se esbarra por este mundo.

The following two tabs change content below.

Cassiano Pinheiro

Criador do Mundo Gonzo, Jornalista, apaixonado pelo mundo das HQ's e outras nerdices. Jogando na mega-sena para ficar rico e custear meus gastos em HQs. Desenhista, beatlemaníaco e louco por uma boa cerveja.