Mundo Gonzo #5: Fidel, mangás e Os Mortos Vivos!

Bem vindo ao meu mundo.

Tem gente que gosta de tudo em silêncio para escrever. Já sou diferente, gosto de som alto, barulhos dos carros e da rua.  É bem assim que gosto de escrever a sua coluna mais querida de todas semanas. Isso sem contar que estou sempre com o tablet ao lado jogando algum game sem vergonha e que vicia a cada lance. Então:  “Gonna Rock It And We’ve Only Just Begun”.

LA REVOLUCION ES AHORA

A Editora 8INVERSO vem fazendo um trabalho bem legal.  Fiquei conhecendo por uma graphic novel chamada O Boxeador, mas isso é assunto pra outra coluna. Acabei de ler Castro. Como o nome já diz, é sobre Fidel e sua revolução. Sejamos honestos, Fidel Castro não é uma unanimidade. Ou gosta ou odeia o cara. Mas vamos pensar por outro lado, ele é uma figura importante da história e essa graphic é realmente boa. Ela é escrita e desenhada por um alemão (vejam só, nada de latino), um europeu escrevendo sobre Fidel. Só isso já é bem curioso. Ele fez uma bela pesquisa sobre toda história de Fidel, desde da infância até a entrada na faculdade, depois, é claro, sobre o inicio da revolução. Reinhard Kleist escreve e desenha muito. Nesta graphic, ele conta a história pelos olhos de um jornalista, na Cuba de 1958, e o personagem acaba fazendo parte da revolução em Cuba.

É muito bom ver como o autor mostra toda a evolução  de Fidel pelo olhos do personagem. Como ele foi mudando com o tempo até o envolvimento com os russos e como isso o mudou. Realmente gostei e fico feliz de ver mais uma editora com materiais diferentes no mercado brasileiro.

Leia sem medo, não pense em política e sim, na história.

Capa da edição nacional

Capa da edição nacional

Nunca raspe a barba

Nunca raspe a barba

FISGADO POR 20TH CENTURY BOYS

Sabe, acho que desde Akira não leio um mangá mais sério com tanto gosto quando 20th Century Boys.  O título é uma homenagem à música “20th Century Boy”, da banda T. Rex. E depois de você ler o primeiro número, a primeira coisa que você vai querer fazer é escutar a música.

Capa do nº1

Capa do nº1

Dois meses...

Dois meses…

Vou resumir um pouco o plot da estória, até porque se você ainda não leu é bom saber o menos possível, pois aí sim vai ter uma experiência legal com o mangá. A estória começa em 1969. Um grupo de amigos, no inicio da pré-adolescência (já dá pra imaginar, né?), reúne-se em um “lugar secreto”, tipo ‘o clube do Bolinha’, para ler mangás, ver revistas pornográficas e escutar músicas no rádio. Eles criam um símbolo para representar esse grupo e a amizade deles. A estória logo pula para os anos 90 e vemos o personagem principal, já velho, cuidando de uma criança e trabalhando em uma loja. Mas tudo vira de ponta cabeça quando um dos amigos de infância aparece morto. Logo depois descobre-se o envolvimento de uma seita que usa o símbolo da amizade dos jovens garotos da década de 60.  O líder da tal seita se autointitula  apenas como“Amigo”. Bem, já dá pra imaginar que o grupo vai se reencontrar e tentar desvendar o mistério de quem é o “Amigo”. Só que a obra de Naoki Urasawa tem varias reviravoltas. Passagens de tempo, flashbacks, isso tudo publicado bimestralmente pela Panini. É um desespero quando termino um número e fico doido para ler o seguinte, tenho que esperar os malditos dois meses para saber o que vai acontecer. Hoje mesmo acabei de ler o número 13, no total serão 22.  Agora são dois meses, dois malditos e longos meses esperando uma das revistas mais legais que estão saindo no Brasil. Sei que existem três filmes baseados no mangá, que eu nem vou tentar ver para não estragar a estória.  Para não ficar sozinho nesse desespero, recomendo que vocês procurem nas melhores lojas, sebos, sites… comprem, e assim como eu, fiquem contando os dias pelo próximo volume.

Os amigos e o "Amigo"

Os amigos e o “Amigo”

MORTOS VIVOS

Febre Zumbi!

Febre Zumbi!

Que Walking Dead é uma febre, todo mundo sabe. Que a quinta temporada da série de tv está bombando, todos já sabemos, só não me contem, ainda não vi nada dessa temporada. Mas o legal mesmo é saber que está quase chegando o número cem da revista aqui Brasil. Explico: com o lançamento dos encadernados 15 e 16 de Mortos Vivos, nome que a HQM Editora deu à série de encadernados, chegamos em equivalência ao número 96 da série original. Ou seja, no próximo encadernado teremos o número cem da série. Poucas editoras do Brasil publicaram uma revista independente por tanto tempo. E pensar que quando começou por aqui, em 2006, poucas pessoas conheciam a revista.  Uma editora pequena que apostou em um material que nenhuma “Panini da vida” deu bola.  Agora imagina oito anos depois, a HQ virou série de TV, febre mundial e vende muito no mundo todo. E  aquelas editoras que passaram batidas por esse titulo, o que ela pensam sobre Walking Dead? Pois é…  A HQM agora não só publica os encadernados, como está publicando também, com o titulo original em inglês, as revistas em bancas de jornal, no formato americano.   Agora é ficar na torcida para que essa pequena editora continue com o bom trabalho e não demore para publicar os próximos volumes dos encadernados.

Capa do 15º encadernado

Capa do 15º encadernado

Capa do 16º encadernado

Capa do 16º encadernado

Ps: Para minha alegria, o número 16 tem o meu posfácio na edição.

Bem, por hoje é só.

Aquele papo de toda semana, não esqueça de soltar o verbo, pode falar tudo. Só escrever aí. A gente se esbarra por este mundo.

The following two tabs change content below.

Cassiano Pinheiro

Criador do Mundo Gonzo, Jornalista, apaixonado pelo mundo das HQ's e outras nerdices. Jogando na mega-sena para ficar rico e custear meus gastos em HQs. Desenhista, beatlemaníaco e louco por uma boa cerveja.