Mass Effect Andromeda está chegando!

O que esperar do novo jogo da aclamada franquia de ficção científica

Mass Effect é, sem dúvida, um dos mais espetaculares universos ficcionais criados nos últimos 25 anos. A saga do(a) carismático(a) Comandante Shepard e seus aliados, com o objetivo de salvar nossa galáxia dos Reapers, tem hoje uma fanbase fiel, madura e exigente. Cinco anos após o lançamento do terceiro jogo da série, que encerrou uma trilogia, chega esta semana para PS4, Xbox One e PC o novo jogo da série, Mass Effect Andromeda, que no mínimo desperta nossa curiosidade em relação ao que mais poderia acontecer na franquia depois do encerramento da trilogia.

Para quem não conhece a saga e quer se situar, preparei para vocês um retrospecto e em seguida pontuo um pouquinho do que podemos esperar de Andromeda. Quem já conhece bem os jogos está mais que convidado a participar dessa jornada também. Bora lá?

Mass Effect

O primeiro jogo da série foi lançado em 2006 somente para PC e Xbox 360, pela desenvolvedora Bioware. O protagonista, como já citei, é Jon Shepard, um Tenente Comandante das forças especiais N7 da Aliança de Sistemas (Systems Aliance), que é o corpo representativo da Terra e de todas as colônias humanas na Citadel, uma cidade que abriga o centro da galáxia toda. A maior autoridade da Citadel é um conselho formado por representantes das três raças mais importantes da galáxia, os turians, os salarians e os asari. Humanos ainda tem pouca relevância na estrutura de poder da galáxia se comparados a essas outras três raças. Estamos falando mais ou menos do ano 2183.

Shepard é convocado para investigar um incidente corriqueiro no planeta Eden Prime, e durante a missão o protagonista será avaliado por um Spectre, espécie de agente de elite que responde diretamente ao Conselho da Citadel. Por seu destaque em trabalhos anteriores, Shepard pode ser nomeado o primeiro Spectre da raça humana. A missão revela-se nada corriqueira e é um primeiro passo na descoberta dos Reapers, uma raça de espaçonaves sintético-orgânicas tecnicamente avançadíssimas que dizimou a raça dominante da galáxia 50 mil anos antes e retorna agora para um novo ciclo de destruição.

O game impressionou pela qualidade gráfica para a época, além da complexidade de desenvolvimento dos personagens, tanto nas ‘fichas’ (afinal, trata-se de um RPG) quanto do desenvolvimento de suas histórias. Em termos de customização, a começar pelo protagonista, seu Shepard pode ser homem ou mulher, e é possível desenvolvê-lo conforme um perfil mais agressivo ou pacificador.  A equipe de criação do jogo vinha da experiência com o adorado Knights of The Old Republic, RPG ambientado no universo de Star Wars. Os caras adoravam o que faziam, mas não viam a hora de criar um universo original deles. E melhor inspiração não poderia haver.

Mass Effect 2

Lançado em janeiro de 2010, Mass Effect 2 já foi distribuído pela Electronic Arts, que adquirira a Bioware logo após o lançamento do primeiro game. Após os incidentes do primeiro jogo, Shepard é dado como morto mas ressurge aparentemente trabalhando para a organização extremista Cerberus, que tem um direcionamento claro pró-humanos, portanto anti-alienígenas. Embora no início pareça que a história não tem relação com os Reapers e os eventos do primeiro jogo, no decorrer do game conclui-se que há sim uma relação, e que o desfecho da série traria a luta final das raças da galáxia numa tentativa de sobreviver a um ataque nas proporções do que acontecera 50 mil anos antes.

Mass Effect 2 traz evoluções técnicas e gráficas absurdas em relação ao primeiro jogo, mas suaviza o desenvolvimento dos personagens, o que já deixou alguns fãs mais hardcore do gênero RPG um pouco ressabiados. Mesmo assim é considerado por muitos fãs o melhor dos três jogos da série. As missões de lealdade que Shepard deve realizar para conquistar a confiança de todos os personagens para que participem do desfecho do jogo com ele (a chamada Missão Suicida) é o ponto alto de Mass Effect 2.

Mass Effect 3

Em 2012 encerrou-se a trilogia. Apesar de algumas novidades, os padrões técnico e gráfico se mantiveram. Bom mesmo é o clima de que está tudo à beira do fim, e com isso exista a necessidade de Shepard arregimentar o maior número possível de aliados para uma tentativa final de confrontar os Reapers, mesmo que isso pareça quase impossível. Quem jogou todos os jogos no mesmo console consegue importar a evolução do personagem do primeiro para o segundo, e do segundo para o terceiro jogo. Logo que você inicia o gameplay, caso tenha feito essa importação, aparecem na tela todos os seus feitos importantes e respectivas consequências nos três jogos. De chorar.

Mass Effect 3 foi duramente criticado. Apesar da qualidade técnica e do bom desenvolvimento, as possibilidades de desfecho eram extremamente parecidas, o que gerou uma frustração enorme nos jogadores, que passaram mais de 120 horas escolhendo ponderadamente suas decisões. O jogo também foi o primeiro da série a trazer um modo cooperativo para até 4 jogadores, que influenciava levemente na campanha. Um modo cooperativo excelente, mas que também foi condenado pelos fãs mais puristas como um desvio das origens.

O que esperar de Mass Effect Andromeda?

Esta semana é o lançamento de Mass Effect Andromeda, não só o primeiro jogo após o encerramento da trilogia, mas o primeiro para a atual geração de consoles. Logo após o final de Mass Effect 2, é lançada a Iniciativa Andrômeda. Temendo que aconteça o pior na guerra contra os Reapers, a iniciativa lança várias ‘arcas’, que são espaçonaves gigantes, com representantes de várias raças em busca de novos destinos para colonizar e explorar, para que a vida se perpetue.

Tema caro à ficção científica, a sacada é inteligente porque consegue se adaptar bem à cronologia da série, visto que essas arcas chegam à galáxia de Andrômeda muitos anos depois, com os seus tripulantes em estado de hibernação. O desafio que fica é o de fazer frente ao carisma do(a) Comandante Shepard e seus aliados. O protagonista do novo jogo também é um humano e se chama Ryder.

Para alimentar o hype em relação ao jogo, um dos trabalhos bacanas que a Bioware fez foi o hotsite Iniciativa Andrômeda, com muitas informações sobre o jogo além de 6 vídeos em alta definição com vários aspectos da jogabilidade: mundos, armas e robótica, veículos, espaçonaves e personagens. Quem completasse o “treinamento”, devidamente cadastrado no site da Iniciativa, ganharia um capacete especial para o seu personagem dentro do jogo. Foi um jeito bacana de criar engajamento e é claro que eu garanti o meu capacete.

Mass Effect Andrômeda tem uma tarefa árdua em duas frentes: agradar os fãs da saga e trazer novos adeptos. Como é o primeiro jogo da franquia na atual geração de consoles, há bastante gente que não jogou os anteriores, e a EA sempre fica bem feliz quando conquista novos jogadores. Os vídeos da Iniciativa Andrômeda mostraram que o foco é forte na exploração da nova galáxia e nos mecanismos de desenvolvimento de personagens e habilidades, além do combate.

Fica nossa expectativa de que a narrativa seja tão boa quanto a dos anteriores, principalmente porque os jogos da atual geração, em geral, têm se mostrado mais fortes no gameplay e mais rasos nas narrativas. Eu estou doido pra jogar, e prometo que volto aqui no Mundo Gonzo pra contar minhas impressões. Até a volta!

The following two tabs change content below.

Igor Oliveira

Pai orgulhoso, nerd fervoroso, cosmopolita convicto. Com três anos de idade passava o dia trocando aquelas fantasias antigas de super-heróis. Hoje, aos 38, é pai do Pedro e namorado da Marina. Coordenou o projeto Geek.Etc.Br na Livraria Cultura e estreou como roteirista de quadrinhos no final de 2016, no projeto Pátria Armada - Visões de Guerra.