Café Society – Woody Allen

 

REENCONTRANDO UM VELHO AMIGO

cafe_societyComo bem definiu meu amigo Guilherme Inhesta, assistir a um filme de Woody Allen é como reencontrar um velho amigo. A comparação cabe perfeitamente pra Café Society, novo filme do diretor que está em cartaz no Brasil e já entrou em pré-venda em edições em DVD e Blu-Ray.

De volta aos seus filmes de época, em Café Society Allen conta a história de Bobby Dorfman, um jovem do Bronx, NY, nos anos 30, que vai para Hollywood em busca de oportunidades no mundo do entretenimento. Bobby é interpretado por Jesse Eisenberg, que está excelente no papel, tanto na concepção do personagem em si quanto na tarefa de repetir um protagonista a lá Woody Allen, nas falas e nos trejeitos. Bobby não vai à capital do cinema sem plano algum. Seu tio, Phil Stern (interpretado por Steve Carell), é um proeminente agente de astros e estrelas, e o rapaz espera que o contato garanta ao menos um bom começo, que é o que acontece. Bobby começa como uma espécie de faz tudo, e logo mostra desenvoltura para administrar tarefas de confiança na empresa de Stern.

Bobby se apaixona pela secretária que o tio designa para assessorá-lo em seus primeiros momentos na cidade. Kristen Stewart vive a secretária, Vonnie, que não quer se envolver com o rapaz porque diz já ter um namorado, e daí pra frente eu não vou contar mais nada porque perde a graça. Stewart, linda como sempre, está bem no papel de Vonnie, mas não chega no nível de Eisenberg e Carell. É, inclusive, ótimo ver Steve Carell trabalhando em um papel que não é pastelão e boboca. Outro destaque no elenco é o ator Corey Stoll, que vocês devem conhecer pela interpretação de Darren Cross, vilão do filme do Homem Formiga. Em Café Society Stoll vive Bem Dorfman, o irmão vigarista de Bobby que é o típico brucutu gangster, mas é orgulho da mãe pelos proventos que traz à família.

ALTA SOCIEDADE

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Allen em ação

Mesmo com o acontecimento que promove a reviravolta do filme, e que eu já falei que não vou contar, o tom continua leve. Allen escolhe a ambientação de época, verdadeira obsessão sua, pra criar uma crônica que poderia acontecer hoje em dia, mas é claro que os elementos da alta sociedade americana dos anos 30 incrementam a receita, daí o título do filme.

Na trilha sonora, como sempre, muito jazz, principalmente de Vincent Giordano e sua Orquestra Nighthawks. No mais, figurinos, locações, tudo muito bem cuidado. Nem o melhor nem o pior Woody Allen, Cafe Society ao menos garante a tal sensação de reencontrar o velho amigo. Aproveite enquanto ainda está em cartaz pra conhecer o final da história, depois volte aqui pra contar pra gente o que achou. Até a próxima!

https://www.youtube.com/watch?v=6kt6xN1TQ_M

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Igor Oliveira

Pai orgulhoso, nerd fervoroso, cosmopolita convicto. Com três anos de idade passava o dia trocando aquelas fantasias antigas de super-heróis. Hoje, aos 38, é pai do Pedro e namorado da Marina. Coordenou o projeto Geek.Etc.Br na Livraria Cultura e estreou como roteirista de quadrinhos no final de 2016, no projeto Pátria Armada - Visões de Guerra.
  • Carolina Buriti

    Concordo. Não é o melhor nem o pior do Woody Allen! De uma maneira geral, achei o filme bonito, mas pouco surpreendente!

    • Igor Oliveira

      Carol, não tinha visto que você tinha comentado. Obrigado por passar por aqui. Bj.